Segundo a pesquisa, a maior parte dos homens que adquire acessórios eróticos têm entre 25 a 34 anos, com 33,78%, seguido pelo público masculino de 18 a 24 anos (20,76%), 35 a 44 anos (20,59%), 45 a 54 anos (12,50%), 55 a 64 anos (8,60%) e homens acima de 65 anos (3,78%).
Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade Charles em Praga, na República Tcheca, e do Centro de Saúde Genital e Educação, identificou três tipos de orgasmo feminino: “onda”, “avalanche” e “vulcão”. A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Sexual Medicine. Outro dado interessante é do estudo Archives of Sexual Behaviors, que afirma que 60% das mulheres em relacionamentos heterossexuais fingem orgasmo e para 55% delas o principal fator é a falta de autoconhecimento. E uma pesquisa realizada pelo Departamento de Transtornos Sexuais da USP apontou que 55% das brasileiras não têm orgasmos nas relações sexuais.
“O uso de sex toys entre os casais têm deixado de ser um tabu. Os acessórios estimulam a vida sexual. São bastante recomendados para quem deseja conhecer melhor seu próprio corpo. O orgasmo feminino ainda é um assunto que encontra muitas barreiras. Mas é preciso colocar o assunto em pauta e desmistificar algumas informações, como de que a mulher só consegue chegar lá por meio da penetração. Muitas mulheres nunca tiveram um orgasmo na vida, e elas podem ter o próprio prazer com ou sem o parceiro”, complementa.
Os vibradores menores, como bullets, e os sugadores estão entre os produtos que ajudam a mulher a descobrir o próprio prazer. “A relação ficou mais interessante com os toys, já que temos mais assuntos para conversar, assuntos que possibilitam tratar sobre limites, consentimento, respeito e intimidade na relação”, relata H.S., homem heterossexual que hoje busca agradar sua parceira usando produtos específicos para o prazer dela.
Ele conta que começou a utilizar os acessórios com a parceira há 4 meses. “Ajudou principalmente a despertar desejos, ampliar as possibilidades e explorar mais as zonas erógenas e o corpo como um todo. Ficou interessante e fora da rotina”, disse.
Para J. S, solteiro e heterossexual, muitas mulheres recebem uma educação sexual muito rígida e por isso precisam de algo a mais para se soltarem na cama. Segundo ele, os acessórios proporcionam esse momento de “agora estou no clima” para compartilharem ainda mais prazer na relação. “Conheço várias mulheres que são tímidas na cama mas depois que uso um dos meus brinquedinhos se soltam e a relação fica muito mais gostosa”, explica. “Por isso resolvi investir nesses acessórios que são vendidos em sexshops voltados a elas. Acho que o homem moderno precisa se preocupar também com o parceiro da mulher, só assim consigo relações mais completas”, finaliza.




